• Caroline Demolin

Em paz com seu corpo

Cada pessoa vive uma relação única com o seu corpo e que está intimamente ligada à sua autoimagem. Veja como isso acontece e o impacto que tem na sua vida!

Muitas pessoas me pedem para fazer vídeos dando dicas de como se vestir para parecer mais magra ou que roupa usar para dar a sensação de ser mais alta, e eu confesso que não me sinto muito confortável em fazer isso, porque considero uma maneira muito superficial de tratar um assunto tão profundo.


Cada pessoa estabelece uma relação única com seu corpo, e essa relação é ponto mais importante a ser trabalhado!


E como é desenvolvida essa relação?


A relação com seu próprio corpo depende de como a pessoa se enxerga, ou seja, como ela construiu sua autoimagem. É comum acontecerem distorções entre a imagem real e a autoimagem, não estou falando aqui de casos mais extremos como a anorexia, onde a visão distorcida se torna extremada levando a uma obsessão em relação ao peso, mas sim de desvios em um grau bem menor, mas que ainda assim geram insatisfação.


O conceito que temos sobre nós mesmos, o quadro mental a nosso respeito, começa a ser formado nos primeiros meses da nossa vida e vai sendo consolidado através das expectativas que são depositadas na criança, na relação estabelecida com os progenitores ou com as pessoas responsáveis pelo cuidado dessa criança, pelas experiências vivenciadas de agrado ou desagrado e das expectativas sociais.


Ao longo da vida, os acontecimentos e as referências a que cada pessoa está exposta podem continuar reforçando essa autoimagem não muito favorável, há menos que se volte para o autoconhecimento e a busca do estabelecimento de padrões próprios.


No meu trabalho de Consultoria de Imagem e Estilo, aprofundo no universo de cada cliente e junto com ele trabalhamos com ferramentas que auxiliam nesse processo de retomada dos seus valores próprios, autoconhecimento e redefinição de padrões.


Como nos vemos e nos percebemos no mundo, tem uma relação direta com nossa autoestima. E consequentemente, em como nos mostramos para o outro, como estabelecemos relações e até mesmo como desempenhamos profissionalmente. Isso porque, quando se tem a sensação de segurança a respeito de si mesmo e de autoconfiança a postura é tranquila, sem barreiras nem atitudes defensivas, que muitas vezes podem ser até agressivas e repulsivas, mesmo que inconscientemente.


Por isso, mais uma vez, coloco minha posição em relação ao que vestir. Primeiro é fundamental trabalhar sua autoimagem, se conhecer, se aceitar e desenvolver a visão de si mesmo sem distorções e positiva.


Podemos procurar melhorar?


Sim! Lógico! Estamos no mundo para ser melhor a cada dia. Mas, para ser melhor de acordo com padrões individuais, respeitando valores, cultura, identidade, tipo físico e não se colocando numa busca frustrante de se parecer com padrões cultuados pela sociedade e muitas vezes totalmente irreais.


Se aprimorar com o intuito de ter uma saúde melhor e ter uma aparência bela, coerente com sua identidade e que traduza para você e para as outras pessoas quem você é realmente, é uma atitude louvável e muito importante inclusive para sua vida profissional (veja a matéria).


Então, a dica que deixo aqui é procure se conhecer mais profundamente, se olhar no espelho com respeito e olhos de amor, de se enxergar verdadeiramente. E então, depois disso, estabelecer suas metas, seus objetivos, mas sempre pautados na sua identidade e no padrão de beleza que é coerente com você e com o que você acredita sobre a vida.


Só então, o que você vestir ou aprimorar no seu corpo e na sua imagem terá coerência, será perene, atemporal e irá te trazer satisfação e bem estar duradouros.

Caroline Demolin

Imagem e Estilo